Aves

As aves voltaram, como voltam todas as manhãs.

Fico a olhá-las através das vidraças geladas num silenciado fascínio, as penas luzidias rebrilhando debaixo de um sol de vidro…

Tão misteriosas, tão frágeis, cheias de inquieta vida, as asas abertas escrevendo o mundo…

Com as aves aprendo. Me prendo. Às vezes sonho alto e são as aves que me levam.

Se não fossem as aves, talvez morresse de medo.

Ana Paula Mateus

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