Por um mundo escutador

Não existe alternativa: a globalização começou com o primeiro homem.

O primeiro homem (se é que alguma vez existiu «um primeiro» homem) era já a humanidade inteira.

Essa humanidade produziu infinitas respostas adaptativas.

O que podemos fazer, nos dias de hoje, é responder à globalização desumanizante com uma outra globalização, feita à nossa maneira e com os nossos propósitos.

Não tanto para contrapor.

Mas para criar um mundo plural em que todos possam mundializar e ser mundializados.

Sem hegemonia, sem dominação.

Um mundo que escuta as vozes diversas, em que todos são, em simultâneo, centro e periferia.

Mia Couto

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